terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ter filhos não é ser mãe.

Não é? Essa é uma daquelas afirmações que envolvem premissas maiores e menores e que geram e-mails engraçadinhos. Toda mãe tem um filho, óbvio, mas nem todas aquelas que têm filhos são mães.Ter um filho é fácil:basta ter um óvulo, um espermatozóide e nove meses de espera (isso quando a criança não se apressa). Ele nasce e pronto:tem-se um filho, por meios naturais, por proveta ou inseminação artificial, com parto natural ou cesariana, pelas mãos de uma parteira ou de um médico.Mas ser mãe está muito além do mero "trazer ao mundo". Ser mãe é dar carinho, é dar atenção, é saber participar do dia a dia da criança, é conversar, tomar parte da vida dela e deixar que ela tome um pouco da sua também.Não é maio,mas me pego a pensar nessa relação mãe e filho porque na estação do metrô vi uma mãe conversando com o filho que ela levava pra escola. Ela perguntava ao pequeno se a 'tia' levava a turma ao parquinho,ou pelo menos ao pátio, perguntou se ele gostava, falou um pouco da matéria. Só que o metrô, ela foi pra um lado e eu pra outro.No caminho pra estação, antes de me encontrar com essa mulher-mãe, vi uma mulher que teve filhos, a menininha chorava por colo, mas a mãe insistia em andar num ritmo próprio, ignorando que as curtas pernas da pequenina não permitia que ela andasse mais rápido, e que a menina nada mais pedia do que a proteção do colo materno em meio à loucura 'cateteana' de camelôs, turistas e passantes apressados.Ambas têm filhos, senhores, mas só uma é mãe deveras. E não duvido qual.Ser mãe exige vocação, dedicação e coração.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Alyne no País das Olimpíadas [1]


Há algum tempo chove na Cidade Maravilhosa regularmente, e a cidade tem penado com as consequências. Ruas alagadas com bueiros transbordando em cascatas de esgoto. Calhas que despejam na calçada onde todos passam uma torrente de água. O transito pára e torna-se inútil ficar dentro dos ônibus, indo a pé a velocidade alcançada é bem maior.

Com isso, transportes com trens e metrô são a saída. Porém não há qualquer preparo das prestadoras de serviço para o aumento do público e instaura-se o caos. Metrôs cheios, com o bom e velho empurra-empurra.

Nos trens o caos é ainda maior. A lotação é ímpar e os intervalos são maiores que os do metrô. As composições não contam, em sua maioria, com ar condicionado, a escolha é: cortar a ventilação vinda das janelas ou tomar banho de chuva compulsório? Além disso, há as interrupções inexplicadas do serviço, trens que enguiçam, que param do meio do caminho ou que nem saem das estações. E quando a população busca seus direitos, sofre com a violenta repressão da polícia (mas isso é assunto pra outro post).

Esse, senhores, é o país que sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. 5 anos, é esse o tempo para que seja montada uma estrutura mínima nesse país de dimensões continentais para que a Copa ocorra sem maiores problemas; e temos 7 anos para que nos tornemos um país com áreas para a prática de esportes e com estrutura para receber turistas de todo o mundo.
Isso me lembra JK, o presidente que prometeu que o Brasil avançaria 50 anos em 5. Pois mais uma vez o Brasil tem que avançar 50 anos em 5, será que teremos outro chefe-de-estado Bossa Nova para guiar-nos pelo desafio de mudar tanto?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dica


Mesmo sabendo que ninguém lê o blog, farei as vezes de articulista cultural e darei uma dica de passeio, á que continuo firme no meu acordo comigo mesma de treinar minha escrita via blog.

Um bom passeio é visitar o Museu da República. A entrada no museu custa R$ 6, mas é gratuita às quartas e domingos. Mas o que atrai a todos é o jardim do palácio. Apesar dos lagos estarem com água notadamente suja, do chafariz estar desligado e do asfaltamento das aléias estar um tanto precário, o jardim é uma ótima área para andar, passar uma manhã ou uma tarde fotografando ou sendo fotografado(a), lendo um livro, namorando, conversando ou simplesmente vendo os patos e pombos.
A sombra das árvores e a brisa que sopra vindo do Aterro criam um clima fresco e relaxante, mas o barulho dos carros em volta não nos deixa esquecer que estamos no Rio 40°.
Quem visita pode ainda ver mostras gratuitas na Galeria do Lago e no Museu do Folclore, que possui entrada pelo jardim do palácio também.

Não importa o motivo, convém visitar. Depois do passeio vale um almoço, ou jantar, dependendo da hora. Em frente ao palácio há 3 opções de destaque, as mais acessíveis são o Bar do Getúlio, que oferece variedades de refeições, tem chopp, sucos e refrigerantes, e a mais barata, porém de qualidade é o Big Nectar, com pratos feitos muito saborosos vendidos a preços módicos. Em ambos come-se sentado na calçada em mesinhas de madeira, num "ritual" que lembra, guardadas as devidas proporções, os cafés parisienses.

Fica a Dica.

domingo, 4 de outubro de 2009

Situações sapato novo

Quando se compra sapatos novos, ao usá-los pela primeira vez, andamos receosos: iremos escorregar?A sola é um pouco mais grossa, isso faz-nos andar diferente.O couro, a napa, o tecido - o que for- está ainda duro, ainda há um desconforto nos passos, os dedos não acham o lugar certo...
Assim també é nossa vida: quando estamos num situação diferente, num novo ambiente, ficamos sem saber como agir, ainda não sabemos onde ficar, como falar, onde ir para encontrar as pessoas. Mas assim como acontece com os sapatos, o tempo passa, os dedos se espalham e moldam o interior do sapato, nós nos acostumamos aos lugares e passamos a saber onde ficar; passanos a conhecer os corredores e não hesitamos mais ao andar do mesmo modo como nos acostumamos à 'pisada' diferente dos sapatos.
Passamos a saber o onde e o como, só nos falta calçar os sapatos e seguir em frente!Rumo a novas situações, e a outros sapatos...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ganância

Até onde vai a cegueira de certos empresários? Em busca de cada vez mais lucros, alguns donos de transportadoras estabelecem prazos impossíveis de serem cumpridos dada a realidade das rodovias brasileiroas e são as pessoas "normais" que arcam com as consequências.

Para cumprir os prazos determinados, os motoristas de caminhões acabam recorrendo a drogas para ficar mais tempo acordados, forçando seu organismo a ficar mais tempo sem dormir. A droga mais comum é o "rebite", contudo para alguns motoristas o rebite não produz mais o efeito desejado e eles recorrem a drogas mais pesadas. Uma pesquisa verificou que muitos destes caminhoneiros estão usando cocaína para se manterem acordados, e já se verifica entre os motoristas um índice de usuários maior do que o índice na população brasileira.

De nada vale lembrar aos motoristas que beber e dirigir causa acidentes se existem alguns que dirigem sob o efeito de outras substâncias químicas que comprometem os reflexos. Pessoas não são máquinas e isso tem que ser levado em conta. Não é uma questão meramente econômica, pois essa prática não é um risco apenas pro caminhoneiro, todos que trafegam pelas rodovias estão vulneráveis a ser vítimas desses que oscilam na tênue linha entre a irresponsabilidade e a responsabilidade de ter que alimentar a família.